Aquecimento Global, Resfriamento Global ou cortina de fumaça?

Recebi de um colega, uma carta aberta, enviada por alguns pesquisadores a Presidente Dilma. Nela é apresentada uma nova versão sobre mudanças climáticas. Em suma é dito que não é o ser humano que está provocando as mudanças climáticas. Já li sobre esta versão alternativa sobre mudanças climáticas antes. Tanto a versão oficial quanto esta nova, são extremamente parciais. Ambas levantam boas hipóteses, mas fazem conclusões que atendem seus próprios interesses.

Os defensores dos créditos de carbono e dos biocombustíveis (que se utilizam da versão oficial) estão ganhando dinheiro com medidas que aumentam os problemas ambientais e comprometem a produção de alimentos. A produção de biodiesel na Ásia para atender a Europa, por exemplo, além de produzir dez vezes mais carbono, estão extinguindo a biodiversidade e a produção de alimentos, especialmente na Malásia e Indonésia.

Os contrários (versão alternativa), como os autores da carta a presidente, sugerem continuar no mesmo rumo, sem uma proposta realística. Chegam ao ridículo de dizerem que as energias solar e eólica são caras e ineficientes, demonstrando total ignorância no assunto. A energia solar é a mais abundante, mais eficiente e, se criadas condições de políticas econômicas que busquem a sustentabilidade, poderá ser a mais barata de todas além de inúmeras outras vantagens, como poder gerar tanto calor quanto eletricidade localmente, menor ocupação de área, ausência de emissões, etc (veja em https://araripesolarsustentavel.files.wordpress.com/2012/04/miltonrolim_matriz33.pdf). Além disso a energia eólica já está produzindo eletricidade por um preço inferior ao das termoelétricas a gás.

Nossa sociedade foi modelada pelas grandes gerações de energia fóssil (petróleo, carvão e agora o gás natural) e hidrelétrica, sendo assim refratárias as gerações descentralizadas como a solar e a eólica.

Então entre um e outro fico com minha própria opinião. A solução não deve ser colocada de cima para baixo e com grandes gerações de energia (combustíveis e eletricidade), como sempre foi, mas de baixo para cima, com pequenas gerações descentralizadas, como nunca foi feito.