Pedagogia da agonia

Confesso, não nego que, em um esforço sobre-humano, li o livro “Pedagogia da autonomia” de Paulo Freire, mas poucas páginas foram suficientes para compreender a falta de linha lógica. Talvez por limitação ideológica, talvez por desonestidade intelectual pura e simples, o autor confunde, ou até mesmo inverte, definições e valores, produzindo o que só posso classificar como “Pedagogia da Agonia” (aqui no nordeste chama-se “muído”).
Logo na página 14 ele diz: “Daí a crítica permanente presentes em mim à malvadeza neoliberal, ao cinismo de sua ideologia fatalista e sua recusa inflexível ao sonho e à utopia”. Acredito que uma análise desta única frase já nos proporcionará uma ideia da distorção da realidade que, de tão óbvia, não nos permite aceitar que seja involuntária.
Vamos começar por “crítica permanente”. Esta expressão denota a vontade do autor em estar constantemente criticando o que, em sua concepção, está errado em seus adversários ou inimigos. O “inimigo” nominado é o “neoliberalismo”, que é qualificado como intrinsecamente mau (malvadeza neoliberal). Segundo o dicionário Aurélio: “malvado é aquele que pratica atos cruéis, ou disso é capaz”. Acusar os inimigos, reais ou imaginários, de malvadeza é um velho truque maniqueísta, utilizado para desqualificar estes inimigos, dando a impressão de ter a qualidade da bondade, que o adversário ou inimigo não possui.
Quanto ao “neoliberal”, é um termo cunhado pela esquerda, para colocar, sobre qualquer iniciativa mais à sua direita, defeitos como malvadeza, autoritarismo, etc. Neste caso é um inimigo fictício, uma vez que não existe o “pensamento neoliberal”, existe o pensamento “Liberal”, do qual Adam Smith pode ser considerado precursor, tendo outros grandes nomes como Ludwig von Mises. Nada existe de “malvado” nestes pensadores. Resumindo: acusando um inimigo imaginário (o neoliberal), o autor tenta caluniar o seu inimigo real (o liberal).
O autor acrescenta, a malvadeza, outras acusações arbitrárias, ou seja: cinismo, fatalismo e inflexibilidade. Arbitrárias pois não existe no pensamento liberal, qualquer fundamento que permita estas acusações, pelo contrário, o liberalismo é exatamente a ideologia que defende a chamada autonomia do indivíduo (liberdade individual). O pensamento liberal se contrapõe ao pensamento coletivista do Marxismo, defendido por Paulo Freire. Ou seja, através de uma retórica, desconectada da realidade, o autor inverte o significado real dos conceitos.
Por último o autor coloca como coisa sagrada, dogmaticamente sagrada, a “utopia”. Ainda segundo o dicionário Aurélio utopia significa: “Lugar ou situação ideal, por extensão, projeto irrealizável; quimera”. Ora utopia não pode ser jamais uma obrigação e se recusar a tal ideia não é, de forma nenhuma, malvadeza ou inflexibilidade, trata-se apenas de bom senso e noção de realidade, o que parece ter faltado a Paulo Freire.

Darwinismo a religião dos materialistas.

Em 1993, o professor de direito Phillip Johnson da Califórnia convidou um grupo pequeno de cientistas e filósofos oriundos de vários centros de pesquisa importantes, como o MIT. Eles questionaram a ideia que domina a ciência desde 1859, o evolucionismo darwinista. Eram os professores Dr. Paul A. Nelson (filósofo da biologia), Dr. Dean H. Kenson (Biólogo ex-evolucionista), Dr. Michael G. Behe (Bioquímico), Dr. Stephen C. Meyer. Eles aceitaram o desafio de examinar as evidências da origem da vida, sem uma teoria pré-estabelecida.
Estes cientistas buscaram produzir uma teoria mais científica que a de Darwin, uma vez que essa, absolutamente, não explica a origem da vida. Darwin afirmou que a evolução da vida era devido a causas puramente naturais como o tempo, o acaso e um mecanismo que chamou de seleção natural.
Antes de Darwin, cientistas como Newton, Kepler e filósofos como Platão, acreditavam que a vida era oriunda de um projeto ou plano. A ideia de Darwin provocou uma profunda mudança na ideia científica. Ele deu uma ideia plausível, mas sem evidência de que em períodos longos de tempo a vida surgiria ao acaso e evoluiria naturalmente. Apesar de Darwin não ser ateu, sua teoria se tornou a pedra fundamental do materialismo científico, pois dispensa a necessidade plano ou projeto.
A ideia da melhoria genética passada de geração a geração se tornou atraente (especialmente para os ateus e materialistas), pois toda a diversidade da vida existente, seria explicada sem necessidade de uma inteligência ou projeto (foi a teoria perfeita para excluir o transcendente da ciência).
Porém a conclusão dos cientistas reunidos na Califórnia é de que a vida é um projeto, não existindo possibilidade de ter surgido por acaso ou mesmo evoluído por seleção natural. Esta conclusão tem sido combatida por darwinistas, como uma religião defende seus dogmas mais sagrados.
O Darwinismo, apesar de contrário a própria ciência materialista, da qual é base, transformou-se num verdadeiro dogma que deve ser aceito, por todo aquele que queira ter o direito de se chamar cientista. Na prática se tornou uma nova religião defendida pelos materialistas e ateus mais radicais.
Finalmente é preciso esclarecer que o darwinismo não pode ser provado nem refutado, por isto mesmo não pode ser enquadrado como uma teoria científica, no máximo como metafísica, e como metafísica só pode ser classificada como religião e não como ciência. Assim defendo que devemos fazer uma escolha: ou a ciência aceita investigar o transcendente, ou retira de seu escopo teorias metafísicas como a teoria de Darwin.