Porque votei no PT e não voto mais.

Milton Matos Rolim

 

Para explicar algo, aparentemente tão contraditório como o fato de eu ter votado 3 vezes no PT para presidente e atualmente criticar este partido, como faço, é necessário esclarecer, pelo menos, alguns detalhes que remontam o início dos anos 90.

Antes da primeira eleição de Lula, em 2002 eu trabalhava como consultor de “Produção Limpa” desde o início dos anos 90, época em que o “ambientalismo” ainda tinha um último fio de seriedade. Como especialista em “Planejamento Energético e Ambiental” eu sabia, já naquela época, muitos dos resultados negativos que o tipo de “ambientalismo” atual traria, com obras polêmicas como a Transposição do Rio São Francisco.

Naquele momento o PT era o único partido, concorrendo a presidência da república, que era contra a construção da transposição, posição defendida por todos aqueles que se preocupavam com os efeitos de longo prazo da transposição e com o aporte gigantesco de recursos para as empreiteiras (não tem como explicar neste curto artigo a consequências de longo prazo desta obra, eu não teria sucesso como Olavo de Carvalho não teve sucesso nos anos 90 ao tentar explicar os perigos de eleger o  PT).

Quando, em um debate, Lula defendeu que antes de pensar em obras de transposição seria necessário recuperar as margens do Rio São Francisco e da sua bacia, ele ganhou meu voto contra o Serra no segundo turno. Mas a decepção veio rápido. Uma das primeiras obras anunciadas por Lula, após sua posse, foi exatamente a transposição do Rio São Francisco, que havia sido prometida pelos seus adversários.

Em 2006 foi a eleição da escolha apocalíptica. Tinha de um lado o PT envolvido no mensalão e o PSDB, partido do Alkmin, com um tal de “Mensalão Tucano” do outro lado. Como não gosto de me omitir na eleição, votei novamente no PT por considerar o “ Mal Menor”. Em 2010, mais decepcionado ainda tive que escolher novamente entre PT e PSDB, desta vez entre Dilma e Serra. Novamente tive que escolher o que considerei, na época, o “Mal Menor”, Dilma.

Finalmente veio a eleição de 2014, quando então eu já tinha tomado conhecimento do que o Lula chamou de uma “cosita” chamada Foro de São Paulo. Um plano de poder sul americano, capitaneado por Fidel Castro. Quem não acredita que ele exista, pode assistir o próprio Lula explicando a estratégia revolucionária no vídeo do youtube do endereço (https://www.youtube.com/watch?v=pzNIz64UHfo).

Para quem não entendeu, no parágrafo anterior, porque não voto mais no PT só posso dizer que não vou perder tempo tentando explicar. Progressista, esquerda, socialistas, comunistas, governos populares, todas as palavras se referem a este projeto de poder, não só na América Latina, como no mundo inteiro e é exatamente por isto que eles chamam a si mesmos de “NÓS” e nós, a população brasileira, de “ELES”.

 

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