OS VÓRTICES

Prof. Dr. Milton Matos Rolim

Quando partículas inertes, no conforto do equilíbrio de fluido calmo, são reviradas umas contra outras, sem que se entenda porque nem como resistir, sua força voraz produz um vórtice que tudo traga, a tudo suga para o redemoinho que se agiganta em um tornado levando telhados, casas e objetos enormes e nos levam a questionar: como aquelas partículas minúsculas puderam levantar tamanha força destrutiva?
Assim é a sociedade em sua maioria. As pessoas vão se acomodando em suas zonas de conforto, buscando pontos de mínima pressão. Isto cria um equilíbrio que passa a falsa sensação de estabilidade. Porém, a busca de menor pressão sobre alguns, acaba por sobrecarregar de pressão outros pontos, ou outros segmentos da sociedade, pois pessoas não são partículas inertes. Quando estes pontos entram em colapso, iniciando um vórtice, começam a dragar aqueles que estavam em sua zona de conforto para o vórtice que, ao seu final, deixa um rastro de destruição.
Alguns pseudointelectuais, percebendo este fenômeno, de como estes vórtices de partículas em fluido podem ser criados e, com alguma previsibilidade, evitado seu caminho natural, concluíram que seria uma boa ideia aplicar estes conhecimentos à sociedade, em uma verdadeira engenharia social.
Destes pensamentos mecanicistas surgiram verdadeiros criadores de vórtices que, em uma inspiração macabra (ou pelo menos maquiavélica), tentam modelar a sociedade criando estes turbilhões sociais, através da criação de classes e estímulos a luta de classes.
Como se estes novos feiticeiros não tivessem feito suficiente estragos, temos agora milhões de aprendizes de feiticeiros criando turbilhões em seus trabalhos, seus bairros, suas religiões, suas torcidas de futebol e em cada local de convivência, até mesmo na família. Esta mentalidade de criação de caos se proliferou de tal forma que temos, a todo instante, a impressão de estarmos mergulhados em um caos geral, do qual não temos força para sair.
Para superar esta situação precisamos, antes de tudo, não permitir nos tornarmos fonte destas ebulições, nem por inércia na zona de conforto, nem por desespero na zona de pressão elevada. Em seguida devemos ser fortes o suficiente para não contribuirmos com outros portadores do caos, neutralizando sua ação ou inércia. E, finalmente, superadas as primeiras duas etapas, quem sabe, podemos contribuir com outros que também querem deixar de ser portadores do caos, para se tornarem portadores da ordem. É simples, mas não significa que seja fácil.

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MENSAGEM AOS FORMANDOS – FAFOPA 2015.2

“Mensagem dirigida aos formando da Faculdade de Formação de Professores FAFOPA – Turma 2015.2”

Vivemos num tempo em que o relativismo moral destrói dia após dia os valores fundamentais da sociedade. A ausência de referências leva as pessoas, em sua maioria, a se perderem em um mundo caótico, no qual tudo é qualquer coisa e nada é coisa alguma. Mas, de professores, o mínimo que se pode esperar é que não sejam como o maioria das pessoas, para que possam se tornar referências neste turbilhão de futilidade que nosso mundo se tornou.
Desta forma não poderia deixar passar a oportunidade de dizer algumas palavras ao formandos, em especial aos de Licenciatura em Física, dos quais fui Coordenador e professor, desde o primeiro período.
Amit Goswami, PhD em física quântica e professor emérito nos Estados Unidos, escreveu: “Um nível crítico de confusão satura o mundo contemporâneo. Nossa fé nos componentes espirituais da vida – na realidade vital da consciência, dos valores e de Deus – está sendo corroída sob o ataque implacável do materialismo científico. Por um lado recebemos de braços abertos os benefícios gerados por uma ciência que assume a visão mundial materialista. Por outro, essa visão, predominante, não consegue corresponder às nossas intuições sobre o significado da vida… As atribulações em que vivemos alimentaram a exigência de um novo paradigma – uma visão unificadora do mundo que integre mente e espírito na ciência. Nenhum novo paradigma, contudo, emergiu até agora.”
Cito estas palavras neste momento, para lembrá-los de que a ciência, mesmo com todas as suas conquistas e tendo nos trazido desenvolvimento tecnológico, nunca nos poderá dar alento a alma, aquela centelha divina que, quando contemplada de coração, faz a mais refinada e desenvolvida tecnologia, parecer um conjunto de arco e flecha. Esta centelha divina produz cada um de nós, com nossas dúvidas e convicções, angústias e entusiasmos, tristezas e alegrias.
Sei que diante destas palavras alguns podem se perguntar: então para que estudei tanto? Por que ainda me sugerem fazer pós-graduação, mestrado, doutorado? Gostaria de tentar esclarecer isto usando uma analogia. O estudo lhe mostra como fazer as coisas, mas só sua consciência poderá lhe dizer que coisas fazer e que coisas evitar que sejam feitas. Ao adquirir conhecimento é como se você tivesse feito um curso de pintura, aprendido as técnicas e comprado seu material básico. Isto não fará de você um artista, mas sim o que você criará com este aprendizado básico. Você tem tudo que precisa para fazer uma obra de arte, mas poderá fazer ou não.
É isto que o seu curso lhes proporcionou, as ferramentas para exercerem a profissão de professor. A partir de agora vocês fazem parte do grupo de pessoas que fornecem estas ferramentas básicas aos estudantes, para que eles possam expressar suas potencialidades, cada um em sua maneira única.
Como diz o livro do Filósofo Armindo Moreira “Professor Não é Educador”, por isto não queiram ser educadores dos filhos alheios, em hipótese alguma tentem modelar o pensamento e o comportamento de seus alunos e, principalmente, não aceitem que o respeito aos semelhantes seja relativizado. Nunca deixe dúvida onde não existe: 2+2 é igual a 4 e ponto. Ao mesmo tempo não queira impor como regra a ser seguida as elucubrações da mente humana: evolucionismo, criacionismo, materialismo, etc, são tão somente conjecturas da mente humana, para tentar explicar a existência, mas não são fenômenos da natureza em si.
Infelizmente teorias como a teoria crítica e outras, inverteram os valores e a lógica de tal sorte que vivemos em um mundo absurdo onde querem que os filhos eduquem os pais e os alunos ensinem os professores. Onde os bandidos são considerados vítimas da sociedade e as vítimas consideradas opressores. Honestidade passou a ser considerada uma fraqueza e a manipulação desonesta motivo de orgulho.
Não digo isto para desanimá-los, mas para pedir que não se tornem este tipo de profissional que tem medo da vida, tem medo de enfrentar a realidade com firmeza. Pois, como disse o ator Bruce Lee, “Esperar que a vida lhe trate bem porque você é uma boa pessoa, é como esperar que um tigre não lhe ataque, porque você é vegetariano”.
Por isto creio que nós devemos escolher: ser senhores de nossas vidas ou vítimas de nossos temores. Peço que façam a escolha certa!
Finalmente, seria muito bom se eu pudesse usar destas palavras para dizer que a vida é maravilhosa e que a vida é simples. Por este motivo digo exatamente isto para vocês. A vida é uma dádiva maravilhosa, na qual temos a oportunidade de mobilizar elementos da natureza material, para realizar valores espirituais permanentes. A vida é simples, mas isto não quer dizer que seja fácil. É possível entender que a vida é simples, mas não é possível explicar. Por isto nem vou iniciar uma explicação e, esta parte, esta descoberta, deixo como última lição de casa da graduação e primeira de sua vida profissional.
Gostaria apenas de deixar algumas sugestões, para execução desta tarefa de casa: busquem sempre simplificar a vida, busquem sempre ser pessoas confiáveis, cultivem o respeito e não tenham medo de amar, pois como está escrito “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.”
Por isto amem, mas amem sem apego, para seguir vosso caminho e permitir que os outros sigam os seus. Assim ninguém sofrerá nas despedidas, pois saberão que mais à frente se alegrarão com os inúmeros reencontros, ao longo desta vida e da eternidade.

MUITO OBRIGADO!

IDENTIDADE DE GÊNERO – A DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA E DA SOCIEDADE.

Muitas pessoas estão confusas com esta aberração chamada “identidade de gênero”, pois a expressão foi cunhada propositalmente para causar confusão e virar lei antes que qualquer um tenha entendido. Atualmente, tanto na lei como na língua portuguesa, gênero se refere ao masculino e ao feminino. Por exemplo o homem é do gênero masculino assim como um lápis ou um ventilador. Por outro lado uma cadeira é do gênero feminino assim como uma mesa ou uma janela.
Então por que a confusão? Porque existe uma ideologia, por traz desta manobra que visa liberar a promiscuidade através de lei e, assim, conseguir o objetivo último que é destruir a estrutura familiar. Para que este intento seja alcançado existe uma lei no Congresso Nacional que visa redefinir a palavra gênero através da definição de “identidade de gênero” que segundo o PL 5002/2013, de autoria de Jean Willis (PSOL-RJ) e Érica Kokay (PT-DF), tem a seguinte definição: “Artigo 2º – Entende-se por identidade de gênero a vivência interna e individual do gênero tal como cada pessoa o sente, a qual pode corresponder ou não com o sexo atribuído após o nascimento, incluindo a vivência pessoal do corpo.”.
Esta lei sendo aprovada todos seremos obrigados a aceitar esta nova definição que poderá incluir, além da mudança da definição de gênero, a inclusão da proteção de práticas criminosas como a pedofilia (sexo com crianças), incesto (sexo entre pais e filhos), etc. Por mais bizarro que possa parecer (um amigo me xingou dizendo que eu estava mentindo quando afirmei isto) é exatamente isto que a aprovação da lei da identidade de gênero poderá nos trazer.
O golpe mais covarde e maligno que esta legislação poderá nos trazer será a obrigatoriedade do ensino destas práticas como normais a nossos filhos, desde a infância nas escolas (a partir dos 5 anos), mesmo contra a vontade dos pais. Na Europa, onde vários países já aprovaram leis parecidas, pais e mães estão sendo presos quando se recusam a deixar seus filhos assistirem as aulas de educação sexual (especialmente a definição de gênero como construção social e não biológica).
Nossas crianças poderão ser as vítimas de nossa omissão, não apenas em nossa cidade, mas em todo o país. Se quisermos fazer alguma coisa devemos começar imediatamente a pressionar os deputados e senadores para recusarem esta lei iníqua.

REQUERIMENTO POPULAR PARA RETIRADA DA POLÍTICA DE GÊNERO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE ARARIPINA – PE

Segue abaixo a cópia do requerimento que diversas igrejas e cidadãos de Araripina enviaram a Prefeitura para retirada da ideologia de Gênero do Plano Municipal de Educação. Esta publicação é para que seja entendida a reivindicação em prol da família e em defesa das crianças e adolescente.

REQUERIMENTO

Os cidadãos constantes das listas de assinaturas anexas, CONSIDERANDO a Constituição Federal e a Lei n° 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), e
CONSIDERANDO que cabe ao Sistema de Ensino preservar a Criança e o Adolescente do descumprimento das Lei citadas;
CONSIDERNADO que a Escola é berço iniciático de formação do CIDADÃO DE BEM e que cabe a ela, em parceria com a família e toda sociedade, delinear os limites comportamentais dos jovens, ensinando-os a garantir e lutar pelos seus direitos, mas, também, ensinando e concretizando seus deveres;
CONSIDERANDO que de acordo com a Constituição Federal em seu Art. 5º: “Alínea II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.”;
CONSIDERANDO que o ECA, em seu Art. 5 prevê que “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos;
CONSIDERANDO que o ECA, em seu Art. 17 prevê que “O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”;
CONSIDERANDO que o ECA, em seu Art. 171 prevê que “A criança e o adolescente têm direito à informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoas em desenvolvimento;
CONSIDERANDO que o ECA, em seu Art. 232 prevê que é crime “Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento;
CONSIDERANDO que “Ideologia de Gênero é um sistema de ideias que defende que uma criança define sua identidade de gênero ao longo da vida, ensinando que ser homem ou mulher é um papel que se desenvolve conforme a opção de cada um, independentemente de sua constituição biológica (macho ou fêmea). Conforme definição da conferência de Pequim, da ONU em setembro de 1995 o gênero deixa de estar ligado ao sexo biológico e é definido como “Relações entre mulheres e homens baseadas em papeis definidos socialmente, e são atribuídos a um ou outro sexo”;
CONSIDERANDO a argumentação do Promotor e Jurista Sérgio Harfouche, da COPEDUC, “Comissão Permanente de Educação” e do “Grupo Nacional dos Direitos Humanos”, disponível em , “Por ser o Plano Nacional de Educação, uma lei federal, vai oferecer subsídios para ser replicada nos estados e nos municípios pelos Planos Estaduais e Municipais de Educação. Vale dizer que se o Plano Nacional de Educação, pelo Congresso Nacional, excluiu as expressões de ideologia de gênero, isto tem que ser também aplicado pelos planos estaduais e municipais”. Em sua breve declaração, Sérgio também lembrou que a educação de crianças e adolescentes no tocante à sexualidade e gênero cabe à família e não às escolas.
CONSIDERANDO que o Plano Municipal de Educação de Araripina, traz referências e termos relativos a “Identidade de Gênero”, em contrário ao Plano Nacional de Educação aprovado pelo Legislativo Brasileiro;
REQUEREMOS que seja modificado o Plano Municipal de Educação de Araripina, com a retirada de seu texto de todas referências a Gênero (sendo substituído por sexo quando necessário), Identidade de Gênero e Diversidade e orientação Sexual, por entender que a obrigatoriedade de aceitação destes temas no ensino regular obrigatório, desrespeita a cultura e as crenças da maioria dos pais de alunos, bem como ao Plano Nacional de Educação e a Constituição federal e
RECOMENTAMOS a retirada dos seguintes citações do Plano Municipal de Educação de Araripina:
Página 17/18 “Fortalecer na Secretaria Municipal de Educação, setor ou equipe técnica especializada e multidisciplinar, que trabalha com a diversidade, com o objetivo de realizar, acompanhar, avaliar e monitorar as atividades referentes à educação em direitos humanos, à educação para as relações étnico raciais, para as relações de gênero, identidade de gênero e diversidade sexual, educação ambiental, educação fiscal, cultura na escola, fortalecendo parcerias entre organismos públicos, não governamentais e com os movimentos sociais (direitos humanos, ecológicos, justiça fiscal, negros/as, de mulheres, feministas, LGBT) objetivando alcançar uma educação não discriminatória;”. (Retirar)
Página 31 “Tabela 04 – População Total, por Gênero, Rural/Urbana – Araripina – PE”. (Substituir a palavra Gênero por Sexo.)
Página 32 “Tabela 06 – População Total, por Gênero, Rural/Urbana – Araripina – PE”. (Substituir a palavra Gênero por Sexo.)
Página 62 “4.16.1.2 Disciplina Língua Portuguesa … com textos de diferentes gêneros,…”. (Substituir “gêneros”, por “gêneros literários”.)
Página 68 “As instituições de Educação Infantil destinam-se às crianças, brasileiras e estrangeiras, sem distinção de gênero, cor, etnia, proveniência social, credo político ou religioso, com ou sem necessidades especiais.”. (Substituir “gênero” por “sexo”.)
Página 123 “Efetivar Solicitar, junto aos órgãos competentes, a criação de uma rede de proteção contra formas de exclusão, motivadas por discriminação racial, de gênero por orientação sexual ou outra forma de preconceito;”. (Retirar pois não é de competência do Plano Municipal de Educação, ou mesmo da Prefeitura.)
Página “8.12.1 Estratégias – 12.2 Estimular a inclusão nas diretrizes curriculares dos cursos de formação de docentes, assuntos relacionados aos temas transversais, especialmente no que se referente à abordagem de gênero, educação sexual, ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, e outros;”. (Retirar).
Página “2.16 Assegurar como temas transversais nas propostas curriculares e programas de formação de professores os seguintes temas específicos: a História da África, do Afro-descendente e Indígena, as Necessidades Educativas Especiais, a Educação Ambiental, a Orientação Sexual, Direitos Humanos, Cidadania, Trabalho e Consumo e a Educação de Trânsito em um prazo de dois anos;”. (Retirar para posterior debate, sobre o que é obrigatório de acordo com lei superior, e o que pode ser ou não incluído).
Página 19 “X. Promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental.”. (Retirar por tratar-se de definição subjetiva.).
Página 59 “É necessário formular políticas de inclusão e projetos políticopedagógicos que contemplem a diversidade e incluam as crianças, jovens e adultos da nossa rede, considerando as diferenças dos sujeitos e as especificidades de suas culturas e aprendizagens, garantindo a equiparação de oportunidades. Esse é o desafio que tem – se assumido na Rede Municipal de Ensino de Araripina – PE.”. (Retirar por tratar-se de definição subjetiva.)
Página 89 “No desempenho dessa função social transformadora, que visa à construção de um mundo melhor para todos, a educação escolar tem uma tarefa clara em relação à diversidade humana:…”. (Substituir a palavra “diversidade humana” por “Educação Especial”).
Página 134 “8.10.16 Garantir a interdisciplinaridade e transversalidade das temáticas: História e Cultura-Afro-Brasileira e Africana, a Educação em Direitos Humanos, a Educação Ambiental, a Diversidade e a Educação e Justiça pela Paz, tematizadas em todas as áreas do conhecimento.”. (Retirar para posterior debate, sobre o que é obrigatório de acordo com lei superior, e o que pode ser ou não incluído).
Página 136 “11.9 Fomentar a redução das desigualdades às diversidades sociais étnicoraciais e regionais no garantindo o acesso e permanência dos jovens na educação profissional técnica de nível médio, inclusive mediante a adoção de acordo com o que está prescrito na lei, políticas afirmativas, na forma da lei;”. ((Retirar por tratar-se de definição subjetiva.).

Araripina, 01 de julho de 2015.

Pedagogia da agonia

Confesso, não nego que, em um esforço sobre-humano, li o livro “Pedagogia da autonomia” de Paulo Freire, mas poucas páginas foram suficientes para compreender a falta de linha lógica. Talvez por limitação ideológica, talvez por desonestidade intelectual pura e simples, o autor confunde, ou até mesmo inverte, definições e valores, produzindo o que só posso classificar como “Pedagogia da Agonia” (aqui no nordeste chama-se “muído”).
Logo na página 14 ele diz: “Daí a crítica permanente presentes em mim à malvadeza neoliberal, ao cinismo de sua ideologia fatalista e sua recusa inflexível ao sonho e à utopia”. Acredito que uma análise desta única frase já nos proporcionará uma ideia da distorção da realidade que, de tão óbvia, não nos permite aceitar que seja involuntária.
Vamos começar por “crítica permanente”. Esta expressão denota a vontade do autor em estar constantemente criticando o que, em sua concepção, está errado em seus adversários ou inimigos. O “inimigo” nominado é o “neoliberalismo”, que é qualificado como intrinsecamente mau (malvadeza neoliberal). Segundo o dicionário Aurélio: “malvado é aquele que pratica atos cruéis, ou disso é capaz”. Acusar os inimigos, reais ou imaginários, de malvadeza é um velho truque maniqueísta, utilizado para desqualificar estes inimigos, dando a impressão de ter a qualidade da bondade, que o adversário ou inimigo não possui.
Quanto ao “neoliberal”, é um termo cunhado pela esquerda, para colocar, sobre qualquer iniciativa mais à sua direita, defeitos como malvadeza, autoritarismo, etc. Neste caso é um inimigo fictício, uma vez que não existe o “pensamento neoliberal”, existe o pensamento “Liberal”, do qual Adam Smith pode ser considerado precursor, tendo outros grandes nomes como Ludwig von Mises. Nada existe de “malvado” nestes pensadores. Resumindo: acusando um inimigo imaginário (o neoliberal), o autor tenta caluniar o seu inimigo real (o liberal).
O autor acrescenta, a malvadeza, outras acusações arbitrárias, ou seja: cinismo, fatalismo e inflexibilidade. Arbitrárias pois não existe no pensamento liberal, qualquer fundamento que permita estas acusações, pelo contrário, o liberalismo é exatamente a ideologia que defende a chamada autonomia do indivíduo (liberdade individual). O pensamento liberal se contrapõe ao pensamento coletivista do Marxismo, defendido por Paulo Freire. Ou seja, através de uma retórica, desconectada da realidade, o autor inverte o significado real dos conceitos.
Por último o autor coloca como coisa sagrada, dogmaticamente sagrada, a “utopia”. Ainda segundo o dicionário Aurélio utopia significa: “Lugar ou situação ideal, por extensão, projeto irrealizável; quimera”. Ora utopia não pode ser jamais uma obrigação e se recusar a tal ideia não é, de forma nenhuma, malvadeza ou inflexibilidade, trata-se apenas de bom senso e noção de realidade, o que parece ter faltado a Paulo Freire.